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20110801

REALISMO CAPITALISTA

O pintor alemão Sigmar Polke criou ao lado do pintor Gerhard Richter o movimento Realismo Capitalista, resposta dada nos anos 1960 ao Realismo Socialista, estilo artístico oficial na extinta União Soviética entre 1930 e 1960.

Contra as imposições estéticas do movimento, criado sob inspiração de Andrei Jdanov (1896-1948), comissário de Stalin para Cultura e Propaganda, Polke criou seu antídoto, o Realismo Capitalista, também para criticar o movimento pop internacional, que, nos anos 1960, revelou Andy Warhol, Lichtenstein e Rauschenberg.

Como o pop americano usava signos de consumo de massa, Polke fez de seu movimento um marco de resistência à transformação da arte em mercadoria barata, usando como suporte, de forma paródica, material publicitário misturado a materiais nobres da pintura clássica.

Polke ganhou o grande prêmio de pintura da 13.ª Bienal de São Paulo (1975) e, em 1986, o Leão de Ouro da 42.ª Bienal de Veneza. Ele esteve no Brasil em diversas ocasiões para fotografar o País. Professor da Academia de Belas Artes de Hamburgo entre 1977 e 1991, Polke começou sua carreira como aprendiz de uma fábrica de cristais de Düsseldorf, onde sua família fixou residência após escapar do regime comunista da Alemanha, em 1953.

Numa Alemanha que se reerguia das cinzas ingressando na era Adenauer, Polke foi um crítico feroz da doutrina americana do consumo importada na época em que o chanceler tentava transformar o país numa potência europeia, aliando-se aos EUA. A influência exercida pelo pintor, especialmente nos anos 1960, foi enorme. Subversivo, anárquico e irreverente, não poupou os ícones pop americanos ao realizar sua primeira individual, em 1964, na galeria René Block de Berlim, fazendo uso de títulos de fácil memorização como Sekt für Alle (Champanhe para Todos).


Showing Seeing | gerhard richter from graymatters on Vimeo.


Nos anos 1980, a ânsia de experimentação de Polke levou-o a criar quadros que mudavam de aparência de acordo com a luz e temperatura do local onde eram expostos. Na mesma década ele criou quadros de laca com superfície transparente que revelava a estrutura dos trabalhos, dialogando com o suporte. Em 2007, Polke foi homenageado com uma grande retrospectiva de 170 obras no Museu Frieder Burda de Baden-Baden, na Alemanha.













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20110615

SOFIA BORGES

Estudo da Paisagem é uma série de 16 fotografias na qual Sofia Borges investiga a respeito da construção e do sentido de uma paisagem. São imagens tiradas dos fundos dos cenários pintados do Museu de História Natural de Nova York que, por intermédio da fotografia, retornam parcialmente à uma condição de lugar, de isto foi.

Em sua primeira individual na Artur Fidalgo galeria, a artista apresenta doze dessas fotografias em diversos formatos. Nessa série, a fotografia serve como instrumento de reinterpretação de uma imagem já existente, no caso pedaços de pintura; e Sofia retoma uma das operações que tem se destacado em sua obra: o deslocamento. Como em sua individual anterior Pré–história, essas operações servem para a artista construir através da fotografia imagens de natureza problemática, oscilantes.




Sofia Borges - Estudo da Paisagem
abertura 21 de junho de 2011 terça-feira 19h às 23h
exposição 21 de junho a 23 de julho de 2011

Artur Fidalgo galeria
2ª a 6ª de 10h às 19h, Sab de 10h às 14h
rua Siqueira Campos n° 143 2° piso ljs 147 / 150
Copacabana Rio de Janeiro RJ Brasil
entrada franca
faixa etária livre
tel. 55 21- 25496278
estacionamento no shopping, rua Figueiredo Magalhães, 598
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20110506

VALDIRLEI DIAS NUNES

CASA TRIÂNGULO
ABERTURA [OPENING]



V. D. Nunes, Sem título (Relevos) - Antecedentes e predecessores.
Por A. Pedrosa.


A linha e o traço no desenho podem representar uma barra, um bastão, uma régua, um cano - ou tão somente uma linha ou um traço no papel. De maneira correlata, o cubo pintado ou desenhado é, também, uma caixa, um plinto ou um pedestal; uma pérola é, assim, uma esfera; um anel é, por fim, um círculo. Esses são os jogos aparentemente singelos da representação - em pintura, escultura, desenho.

Na última década, os trabalhos de Valdirlei Dias Nunes mapearam, de maneira especulativa e exaustiva, uma sucessão de possibilidades permutáveis entre abstração (invariavelmente do tipo geométrico) e figuração; entre pintura, desenho e escultura[1]. Vencer o aparente abismo que existe entre figuração e abstração frequentemente faz com que figuras geométricas - antes autônomas, abstratas, superiores, descoladas e isoladas do mundo - assumam feições mundanas. E, de fato, havia algo de melancólico na pintura de uma mesa ou pedestal finamente revestido de madeira, às vezes até com elaborados recortes construtivos, o veio da madeira executado com mão firme, porém reveladora do toque do punho do artista; todo esse esforço para não sustentar coisa alguma sobre sua superfície (diferentemente dos pequenos e preciosos objetos que os pedestais pintados contra os fundos negros dos anos 1990 de Nunes sempre sustentavam).

É a partir dessa trajetória que surgem, de modo coerente e preciso, os relevos de Nunes, que, portanto, devem ser compreendidos como situados no cruzamento entre os caminhos da pintura, da escultura e do desenho. O relevo é, aqui, síntese cabal da articulação e do diálogo entre diferentes meios, tratando de temas comuns, a partir de distintos ângulos, através de vários prismas. Nos relevos de Nunes, o traço, enfim, não é mais linha, nem listra, não é barra ou cano, seja pintado ou desenhado. Sem título (Relevos) consistem em paralelepípedos pintados de laca branca nos quais foram inseridas barras de latão dourado de maneira transversal e diagonal, rompendo a ortogonalidade da composição do quadro.

Alguns antecedentes mais distantes aos relevos de Nunes merecem nomeação, todos de vocação geométrica: Aluísio Carvão, Willys de Castro e Iran do Espírito Santo. No relevo de Carvão, Construção VI (1955, 85 x 59,5 cm), barras horizontais e verticais brancas cruzam-se sob um fundo branco; nos relevos de Espírito Santo, que a propósito levam títulos próximos ao de Nunes (2001, 50 x 40 x 4 cm), a matéria é alumínio, e linhas ortogonais cruzam outras diagonais. Nos Objetos ativos de De Castro (1959-1961), a barra encontra-se autônoma, descolada do plano, e, portanto, assume sua vocação tridimensional, ainda que com superfícies pictóricas.

Os relevos de Nunes evocam também Mira Schendel. Pensamos nos Sarrafos, a última série da artista, feita em 1987, um ano antes de sua morte. Vale recordar as palavras de Souza Dias, que podem ser aplicadas, mutatis mutandis, a Nunes:

Com os sarrafos, a artista retomava pontos de sua própria trajetória, ao concentrar, num mesmo objeto, desenho, pintura e escultura, estabelecendo, a partir deles, uma nova orientação para a análise de sua obra. Com a pintura, enquanto meio e suporte, Mira transforma a linha em escultura. O percurso de formalização anguloso dessas ripas negras que se libertam do plano pictórico transmite-nos uma ação enérgica, porém cuidadosamente planejada.[2]

O negro dos Sarrafos de Schendel verte-se em ouro em Nunes, remetendo a referência à artista a outra série, às pinturas com têmpera feitas alguns anos antes: por exemplo, Sem título (1995, 89 x 159 cm) consiste numa grande superfície branca ocupada apenas por um pequeno triângulo em folha de ouro, situado no canto superior direito do quadro. Tanto em Nunes quanto em Schendel, vemos o contraste entre o vasto território branco e o pequeno fragmento ou fina fatia dourada. Tanto num quanto noutro, o puro minimalismo é impugnado pelo ouro. Neste momento, é preciso lembrar Leonilson, um artista mais próximo de Nunes, que por sua vez também usava o ouro na contracorrente do minimalismo. Seu A.P. (1991, 210 x 147 cm), por exemplo, consiste em dois retângulos de voile branco sem chassis, pendurados na parede lado a lado, com as bordas laterais e inferiores pintadas de ouro - a vasta superfície branca, transparente, tão leve que o vento a faz tremular, enquadrada por uma tinta dourada que macula seu despojamento.

O precioso ouro é a mais contaminada e mundana das cores, é o grão antiascético de qualquer narrativa. Afinal, não nos esqueçamos dos antecedentes fortemente figurativos de Nunes: o relevo aqui também é o retrato da lâmina, da espada, da flecha, da faca, da navalha e da agulha - ainda que de ouro e escamoteada em barra.
 


[1] Em 2001, eu escrevia sobre as então recentes pinturas de Nunes: "Seu realismo e representação sem rodeios agora jogam com abstração geométrica e minimalismo, tomando como objeto a representação de finas e sutis linhas, barras, listras, caixas, cubos, pedestais e quadrados, pintados em branco, ouro, marrom, contra um refinado pano de fundo branco". In "A pintura roubada/The Stolen Painting". Trans>arts.cultures.media, n. 9-10, Nova York e São Paulo, 2001, p. 292. 

[2] Geraldo Souza Dias, Mira Schendel: Do espiritual à corporeidade. São Paulo: Cosac Naify, 2009, p. 323.



20110428

CARLOS BEVILACQUA

VOLTA

Nas esculturas apresentadas em “VOLTA”, as partes estabelecem entre si uma relação necessária, essencial e, se poderia dizer, natural. Elas só fazem o que os materiais – madeira, ferro e pedra – permitem. Há nelas um modo de operar concreto, construtivo. E a força das partes se anula para construir a leveza da forma, como nas esferas de diferentes dimensões que se entrecruzam suspensas por linhas de “Inclinação Horizontal”.

A mostra é composta de seis esculturas. A linha e a esfera ou seus segmentos são recorrentes. Mas o que volta nas obras nunca é igual. Além de recorrências formais cada peça individualmente parece nos mandar de volta a atenção que lhe enviamos como numa parábola. Em sua forma abstrata e interrelações geométricas, o todo cria símbolos tridimensionais cujo sentido se aproxima do nada. O próprio título “VOLTA” devolve ao leitor, como sentido, o movimento que a palavra lhe dirige enquanto signo. Mas o que volta também pode ser o que há em comum, semelhanças. As esculturas investigam, de modo poético, o que nos faz humanos: a dimensão espiritual e o processo de abstração pelo qual criamos linguagem, relacionando o particular em idéias gerais. Uma idéia geral é sempre uma potencialidade. O seu modo de ser é in futuro. O artista põe a matéria a serviço do imaterial, mas não faz isso negando-a, e sim considerando-a como uma realidade concreta.

Tanto os materiais utilizados como as relações de proporção e distância são encontrados na natureza. Bavilacqua utiliza ainda objetos: chumbo de pesca – que mostra o fio de prumo em “Ek momento” – e redoma de vidro, em “Meu canto”, que parece pôr uma aura sobre o ponto de encontro das linhas horizontal e vertical ao envolvê-lo com o elemento imaterial do ar. O artista alia o suprasensível à esfera do imanente e do natural, ao que há de inalienável em cada um.

Fernando Gerheim


Artur Fidalgo Galeria
Abertura 05 de maio de 2011 quinta-feira 19h às 23h
Exposição 05 de maio à 11 de junho de 2011
2ª a 6ª de 10h às 19h, Sáb de 10h às 14h
Rua Siqueira Campos n° 143,  2° piso - ljs 147/150
Copacabana - Rio de Janeiro - RJ - Brasil
entrada franca
faixa etária livre
tel. 55 21- 25496278
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20110403

VIVART!

via: Romualdo Marques


Inauguração das exposições individuais de Derlon no espaço 1 e Marta Jourdan no espaço 2 do Artur Fidalgo galeria. 




Derlon
O artista apresenta, com seu traço de xilogravura, pinturas sobre madeira, em objetos e nas paredes externas da galeria, num cruzamento da iconografia popular do Nordeste com o contemporâneo mundo da imagem.


Abertura: 31 de março quinta-feira 19h30 às 23h

Exposição: 31/03/2011 a 30/04/2011

Artur Fidalgo galeria espaço 1

Rua Siqueira Campos 143,  2° piso ljs. 147/150

Estacionamento no shopping, 
Rua Figueiredo Magalhães n° 598

Seg. a Sex. de 10h às 19h

Sab. 10h às 14h


Derlon Almeida
Artur Fidalgo Galeria

O traço de Derlon faz suas obras parecerem xilogravuras. Ele pode usar pincel, como os pintores, ou spray, como os grafiteiros, mas elas sempre dão a impressão de terem sido feitas com a coifa gravando em relevo a superfície da madeira. O artista consegue esse resultado explorando o contraste, de modo que as linhas pretas parecem cavadas no branco e vice-versa. Da arte de rua – grafite, lambe-lambe –, seu desenho traz a variedade de suportes e a tendência a explorar a arquitetura e o espaço urbano, adquirindo uma dimensão mural. Ele atualiza a xilogravura popular do Nordeste, misturando seres alados com aparelhos de som, de TV e ícones da cultura pop como o Mickey Mouse (a convite dos estúdios Disney) e sua metamorfose, o Macunamouse.

O artista do Recife mostra em exposição individual no Rio de Janeiro essa dinâmica entre a concentração na linguagem xilográfica do seu desenho e a diversidade de meios: pinturas sobre madeira; sobre objetos; um painel gigante na parede externa da galeria e uma série de lambe-lambe sobre jornal espalhada nas proximidades, em Copacabana.

Outro aspecto notável do trabalho de Derlon é que ele não cria matrizes, como na xilogravura; sua relação é diretamente com a imagem gráfica. Assim ele pode promover, esteticamente, o encontro de técnicas antigas e novas de reprodução: a imagem digitalizada e vetorizada pode ser impressa em adesivos, camisetas, ampliada etc. Com seu traço de xilogravura, ele produz um cruzamento original e impactante de um processo milenar de gravação ligado à iconografia regional do Nordeste com o mundo globalizado da imagem.

Nessa exposicão, figuras nobres de cartas de baralho, seres humanos e animais fantásticos, torres e casas antropomórficas se agrupam numa galeria de personagens que remete ao imaginário medieval. A série de reis e rainhas (o rei pode ter cabeça de leão ou de passarinho), antagoniza com a de torres e casas anímicas, que assumem a forma também de gente ou de bichos híbridos. Essas figuras, emblemáticas, são chapadas, reiterando a bidimensionalidade. Sua organização no espaço combina a sensibilidade geométrica com o aspecto naïfe. Os ritmos lineares criam texturas; os detalhes precisos em cores primárias surpreendem. O artista dialoga tanto com a gravura popular de J. Borges e a moderna de Gilvan Samico quanto com o design gráfico do cartaz de publicidade. Derlon Almeida encena, num cordel mudo, com humor, um jogo ou batalha de que, como uma peça ou um contendor, somos convidados a participar, decifradores encantados de seus signos mágicos.

Fernando Gerheim




Marta Jourdan

A artista expõe Óleo, peça cinética que reflete o entorno e, 
uma vez acionada, suga a imagem refletida em 23 segundos.


Abertura: 31 de março quinta-feira 19h30 às 23h

Exposição: 31/03/2011 a 30/04/2011

Artur Fidalgo galeria espaço 2

Rua Siqueira Campos 143,  2° piso ljs. 147/150

Estacionamento no shopping, 
rRa Figueiredo Magalhães n° 598

Seg. a Sex. de 10h às 19h

Sab. 10h às 14h




Fluido cinema
Marta Jourdan

Com óleo de carro, correias de motor de geladeira e cálculos físicos de tempo, área e velocidade, Marta Jourdan criou um dispositivo que, uma vez acionado, suga a imagem num redemoinho, antes de devolvê-la, nítida, à superfície espessa que espelha o que e quem estiver em seu campo de reflexão. Sem película, fita magnética nem memória de dados, Óleo (escuta-se olho) é um fluido-cinema de 23 segundos, em que a imagem é inseparável de sua consistência e perceptível como um movimento cíclico entre o raso e o fundo.

Como em outros trabalhos, dá-se aquilo que não poderia ser fixado em forma: o ponto de fusão do metal; o som da gota que pinga no ferro quente; o vento. Dispositivos fazem essas ações acontecerem anti-naturalmente, trazendo-as para o mundo da linguagem e da arte.
São dispositivos para fundir metais, superampliar gotas ou, no caso de Óleo, sugar imagens, que põem em curso processos que se desenvolvem por si mesmos, incorporam acidentes e, em alguns casos, se retroalimentam. As engenhocas, como ela chama, intervém na substância química ou no estado físico dos materiais. Esta arte cinética molecular investiga o interior do próprio movimento. Em Óleo, como em outros trabalhos da artista, a forma existe como uma anti-unidade que se diferencia de si mesma.

Fernando Gerheim





Artur Fidalgo Galeria
R. Siqueira Campos 143
2° Piso ljs 147 / 150
Rio de Janeiro RJ Brasil
tel: 55 21 2549-6278
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20110326

JAVIER RAMOS CUCHO

REFERÊNCIA PERUANA:





Javier Ramos Cucho, es un artista plástico egresado de la Escuela Nacional Superior Autónoma de bellas Artes del Perú, sus trabajos pertenecen a una linea de movimiento artistico llamado "steampunk" que tiene como caracteristica pricipal utilizar como campo de trabajo la ciencia ficción, esa que atemoriza a los seres humanos por su incertidumbre, desarrolla esa relación hombre-máquina.

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20110224

MAURO CERQUEIRA E NUNO SOUSA VIEIRA

CASA TRIÂNGULO
ABERTURA [OPENING]



sem pé
mauro cerqueira e nuno sousa vieira


De 22 de fevereiro a 12 de março de 2011, a galeria Casa Triângulo tem o prazer de apresentar a primeira mostra individual no Brasil dos artistas portugueses Mauro Cerqueira e Nuno Sousa Vieira, intitulada Sem Pé.

A exposição é a etapa final de uma residência dos jovens artistas portugueses no Ateliê Fidalga, a convite de Albano Afonso e Sandra Cinto.

Apresentados conjuntamente, os trabalhos de Mauro Cerqueira e de Nuno Sousa Vieira revelam algumas características e questões comuns, ainda que partindo de premissas e procedimentos bem distintos. Preocupações com a produção artística, fabril e arquitetônica, e particularmente com o excesso de produção, com os participantes e executantes desta produção (como o visitante da galeria, o operário ou o habitante da cidade) e especialmente com o abandono e a obsolescência a que se condenam determinadas estruturas e profissionais, os seus trabalhos revelam e exploram a tensão, fragilidade e precariedade da sociedade atual.

Os artistas também estão em cartaz com a mostra intitulada Pé Esquerdo, na Galeria Nuno Centeno, Porto/Portugal.

Mauro Cerqueira (Guimarães/Portugal, 1982. Vive e trabalha no Porto/Portugal).
Exposições individuais: Pé Esquerdo (com Nuno Sousa Vieira), Galeria Nuno Centeno, Porto/Portugal (em 2011); Serin e as Trepadeiras, Laboratório das Artes, Guimarães/Portugal; Engoliu a Espinha e Foi Operado Para o Poderem Enforcar no Dia Seguinte, curador: Adriano Pedrosa, Solo Projects - Arco Art Fair, Madrid/Espanha e Jim, Galeria Graça Brandão, Lisboa/Portugal (em 2010); Sua Boca, Aberta Para Gritar, Estava Cheia de Terra, Kunsthalle Lissabon, Lisboa/Portugal (em 2009)

Nuno Sousa Vieira (Leiria/Portugal, 1971. Vive e trabalha em Leiria e Lisboa/Portugal).
Exposições individuais: Pé Esquerdo(com Mauro Cerqueira), Galeria Nuno Centeno, Porto/Portugal (em 2011); Galeria Graça Brandão, Lisboa/Portugal; Haben Gegenstände ein Gedächtnis, Deutschlandpremieren, Quadriennale de Dusseldorf 2010, Hans Mayer Gallery, Dusseldorf/Alemanha; Newlyn Art Gallery, Don't Underestimate the Impact of the Workplace, (curadoria de MA Curatorial Practice, na University College Falmouth), Newlyn, Inglaterra; Solo Project - Arco 2010, PT, Posto de transformação, (curadoria de Jacopo Crivelli Visconti), Madrid/Espanha (em 2010); Kunsthalle Lissabon, X-Office for a Sculpture (curadoria de João Mourão e Luís Silva), Lisboa/Portugal; Carpe Diem, Chão Morto, (curadoria de Paulo Reis), Lisboa/Portugal; To Draw An Escape Plan, Galeria Graça Brandão, Lisboa/Portugal (em 2009).


[English version]

sem pé
mauro cerqueira e nuno sousa vieira

From February 22 to March 12, 2011, Casa Triângulo is pleased to present the first solo show in Brazil by the Portuguese artists Mauro Cerqueira and Nuno Sousa Vieira, entitled "Sem Pé".

The exhibition is the final step of a residence at Ateliê Fidalga, invited by Albano Afonso and Sandra Cinto.

Presented together, the works of Mauro Cerqueira and Nuno Sousa Vieira share some characteristics and common issues, albeit coming from very different assumptions and procedures. Concerns about the artistic production, manufacturing and architecture, and particularly with the over-production, the participants and performers in this production (as the visitor's gallery, the worker or the inhabitant of the city) and especially with the abandonment and obsolescence that certain structures and professionals are condemned, their works reveal and explore the tension, fragility and precariousness of contemporary society.

The artists are also on show at the exhibition titled "Pé Esquerdo" at Galeria Nuno Centeno, Oporto / Portugal.

Mauro Cerqueira (Guimarães/Portugal, 1982. Lives and works in Oporto/Portugal).
Individual Exhibitions: Pé Esquerdo (with Nuno Sousa Vieira), Galeria Nuno Centeno, Oporto/Portugal (2011); Serin e as Trepadeiras, Laboratório das Artes, Guimarães/Portugal; Engoliu a Espinha e Foi Operado Para o Poderem Enforcar no Dia Seguinte, curator: Adriano Pedrosa, Solo Projects - Arco Art Fair, Madrid/Espanha e Jim, Galeria Graça Brandão, Lisbon/Portugal (2010); Sua Boca, Aberta Para Gritar, Estava Cheia de Terra, Kunsthalle Lissabon, Lisbon/Portugal (2009)

Nuno Sousa Vieira (Leiria/Portugal, 1971. Lives and works in Leiria and Lisbon/Portugal).
Individual Exhibitions: Pé Esquerdo(with Mauro Cerqueira), Galeria Nuno Centeno, Oporto/Portugal (2011); Galeria Graça Brandão, Lisbon/Portugal; Haben Gegenstände ein Gedächtnis, Deutschlandpremieren, Quadriennale de Dusseldorf 2010, Hans Mayer Gallery, Dusseldorf/Germany; Newlyn Art Gallery, Don't Underestimate the Impact of the Workplace, (curated by MA Curatorial Practice, at University College Falmouth), Newlyn, England; Solo Project - Arco 2010, PT, Posto de transformação, (curated by Jacopo Crivelli Visconti), Madrid/Spain (2010); Kunsthalle Lissabon, X-Office for a Sculpture (curated by João Mourão e Luís Silva), Lisbon/Portugal; Carpe Diem, Chão Morto, (curated by Paulo Reis), Lisbon/Portugal; To Draw An Escape Plan, Galeria Graça Brandão, Lisbon/Portugal (2009).



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20110121

♡ esther †





✉ Mirian Nascimento



"Quando tudo lhe parecer perdido, 
vire-se para sua esquerda
 e pergunte-o a sua morte. 
Ela lhe dirá: 
-Ainda não o toquei. 
E você verá que nada mais tem importância."

(Frase retirada do livro "Porcos com Asas")
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20100929

50 perguntas para abrir sua mente

fonte: muito legal


Essas questões não possuem respostas certas nem erradas.
Às vezes perguntar a questão certa é a resposta.
Compartilhe algumas de suas respostas nos comentários.

1. Qual seria a sua idade se você não soubesse quantos anos você tem?
2. O que é pior errar ou nunca tentar?
3. Se a vida é curta, porque fazemos muitas coisas que não gostamos e gostamos de muitas coisas que não fazemos?
4. Quando tudo foi dito e feito, você disse mais do que fez?
5. Qual é a coisa que você mais gostaria de mudar no mundo?
6. Se felicidade fosse a moeda nacional, que tipo de trabalho o tornaria rico?
7. Você está fazendo o que você acredita ou você está regularizando o que você está fazendo?
8. Se a média de vida humana fosse de 40 anos, como você viveria sua vida?
9. Até que nível você acredita que controlou o curso que sua vida tomou?
10. Você está preocupado em fazer as coisas corretamente ou fazer as coisas certas?
11. Você está almoçando com três pessoas que respeita e admira. Eles começam a criticar um amigo próximo, sem saber que você é amigo dele. O criticismo é estranho e injustificável. O que você faz?
12. Se você pudesse dar um conselho para uma criança que acabou de nascer, qual seria?
13. Você quebraria uma lei para salvar uma pessoa que ama?
14. Você já viu insanidade onde depois você viu criatividade?
15. O que é aquela coisa que você sabe que faz diferente da maioria das pessoas?
16. Quais são as coisas que te fazem feliz, mas não fazem todo mundo feliz?
17. Qual é a coisa que você ainda não fez e que gostaria de fazer? O que te impede?
18. Você está se segurando em alguma coisa que você precisa se desfazer?
19. Se você tivesse que se mudar para um estado ou país além daquele que você mora, para onde você iria e por quê?
20. Você aperta o botão do elevador mais de uma vez? Você realmente acredita que ele fica mais rápido?
21. Você prefere ser um gênio preocupado ou um simples pateta?
22. Porque você, é você?
23. Você é o tipo de amigo que você quer como amigo?
24. O que é pior, quando um grande amigo se muda, ou perde contato com um grande amigo que mora bem perto de você?
25. Pelo que você é mais grato?
26. Você prefere perder todas suas velhas memórias ou nunca ser capaz de ter novas?
27. É possível saber a verdade sem desafiá-la primeiro?
28. O seu pior medo se tornou realidade?
29. Você se lembra aquela vez que você ficou extremamente chateado há 5 anos atrás? Isso realmente importa agora?
30. Qual é a lembrança mais feliz da sua infância? O que a torna tão especial?
31. Em qual fase no seu passado recente você se sentiu mais apaixonado e vivo?
32. Se não agora, quando?
33. Se você não alcançou aquilo que procura ainda, o que você tem a perder?
34. Você já esteve com alguém, não disse nada, e saiu sentindo que teve a melhor conversa da vida?
35. Porque religiões que apóiam o amor causam tantas guerras?
36. É possível saber, sem dúvidas, o que é bom e o que é mal?
37. Se você ganhasse um milhão de dólares, você pediria demissão?
38. Você prefere ter menos trabalho para fazer, ou mais trabalho sobre o que gosta de fazer?
39. Você já sentiu que viveu um dia 100 vezes antes?
40. Quando foi a última vez que você andou na escuridão com apenas uma pequena faísca que você realmente acreditava?
41. Se você soubesse que todo mundo que você conhece fosse morrer amanhã, quem você visitaria hoje?
42. Você diminuiria sua expectativa de vida em 10 anos para de tornar alguém famoso?
43. Qual é a diferença entre estar vivo e realmente viver?
44. Quando é a hora de parar de calcular risco e recompensas, e simplesmente seguir em frente e fazer o que acredita ser correto?
45. Se nós aprendemos com nossos erros, porque estamos sempre com medo de cometer um erro?
46. O que você faria de diferente se soubesse que ninguém iria te julgar?
47. Quando foi a última vez que você percebeu a som da sua respiração?
48. O que você ama? Alguma de suas ações recentes abertamente expressou esse amor?
49. Daqui há 5 anos, você irá se lembrar do que você fez ontem? E um dia antes? E outro dia antes?
50. Decisões estão sendo feitas agora. A questão é: Você está fazendo-as por si mesmo, ou está deixando que outros as façam por você?

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20100914

Performance Jum Nakao @ SPFW

Produzido pela Cinnamon Comunicação e com realização do Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo, o projeto foi realizado em junho, durante a edição Verão 2010/11 da SPFW.

A performance inédita Vestígios Vestíveis buscou explorar a relação dos convidados da São Paulo Fashion Week com o espaço físico onde o projeto aconteceu, tendo como ponto de partida a reflexão sobre o tema central do evento de moda, a “anima” do brasileiro . O vídeo documentário deste trabalho, editado pela Chama Sabor, pode ser acessado no canal do youtube vestigiosvestiveis1, pelos links:


A concepção inicial do espaço era a construção de um lounge do CCBB no evento, porém Jum optou por realizar um ambiente sem paredes, aproximando desta forma público e obra. A instalação contou com duas arquibancadas construídas uma de frente à outra, em alusão a uma sala de desfile, sendo que o espaço entre elas era um ambiente de um bar, de cores vívidas e objetos dispostos de forma indisciplinada, trazendo a idéia de que ali havia acontecido um encontro de pessoas animadas, eufóricas, alegres e, sobretudo, torcedoras. Os convidados podiam ocupar as arquibancadas livremente.

A performance correspondeu a um work in progress que culminou com a transformação completa do ambiente cenográfico. Depois de permanecer seis dias com uma equipe de mais de 14 pessoas trabalhando no local de Vestígios Vestíveis, que culminou com um trabalho exímio de transformação do cenário através da colagem de 200.000 hexágonos de murim cru sobre todas as superfícies e objetos do local, Jum Nakao propôs uma intervenção do público para o encerramento da performance. No último dia da performance, o ambiente, inteiramente “vestido” de tecido cru, como uma camada homogênea que evidenciou contornos e texturas, voltou a ser descoberto, desnudado, primeiramente pelo artista e sua equipe, e posteriormente em conjunto com o público. A intenção da intervenção foi revelar novamente os vestígios, através do processo inverso da performance até o momento, onde o público podia participar, retirando hexágono por hexágono da superfície coberta, construindo-se novas perspectivas, novas profundidades e novos caminhos.

O vídeo reúne imagens captadas e editadas pela equipe da Chama Sabor, incluindo imagens em time lapse feitas pelo cineasta Fábio Yamaji, Índio San e Dimitre Lima. A trilha é de Paulo Beto e a consultoria final de Jum Nakao.

Ficha técnica:
Patrocínio – Banco do Brasil
Realização – Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo
Idealização e curadoria – Jum Nakao
Produção Executiva – Lia Vissotto (Cinnamon Comunicação)
Coordenação de produção – Marione Tomazoni (Cinnamon Comunicação)
Assessoria de Imprensa – Mona Camargo (Cinnamon Comunicação)
Cenografia e produção de objetos – Laura Vissotto/ Clic Eventos
Iluminação - Cizo de Souza e Darihel Souza (CZ Produções)
Sonoplastia – Paulo Beto
Programação Visual – Élcio Miazaki
Texto de apresentação – João Braga
Site – Renato Viveiros/ Leonardo Francisco
Vídeo documentário – Chama Sabor
Time lapse: Fábio Yamaji, Índio San e Dimitre Lima
Fotos: Marcelo Guarnieri, Marco Hovnanian e Thiago Monteiro

Assessoria de Imprensa Cinnamon Comunicação
Marione Tomazoni – marionetomazoni@cinnamon.com.br
(11) 3062-2014 – ramal: 21

R. Haddock Lobo, 1244 – 6º andar – Cep 01414-002 – São Paulo
Telefone: 55 11 3062 2015
Fax: 55 11 3062 2015 – r. 22
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20100830

A Revolução dos Bichos

Espetáculo A Revolução dos Bichos de de George Orwell
Adaptação de Peter Hall no Teatro Zanoni Ferrite
Novo Teatro Distrital da Prefeitura de São Paulo
(antigo auditório da Biblioteca Paulo Setúbal). 

Teatro Zanoni Ferrite
Av Renata 163 - Vl Formosa

Temporada: Sábados e Domingos às 16hrs. (àté 19 de setembro)

Ingressos preços pupulares: R$10,00 - inteira / R$5,00 - meia-entrada

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por: Renata Bertelli
Produtora de Eventos Culturais
renata.bertelli@gmail.com
www.r2bproducao.com.br

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