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20110913
20110801
REALISMO CAPITALISTA
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20110615
SOFIA BORGES
Sofia Borges - Estudo da Paisagem
abertura 21 de junho de 2011 terça-feira 19h às 23h
exposição 21 de junho a 23 de julho de 2011
20110507
20110506
VALDIRLEI DIAS NUNES
V. D. Nunes, Sem título (Relevos) - Antecedentes e predecessores.
Por A. Pedrosa.
A linha e o traço no desenho podem representar uma barra, um bastão, uma régua, um cano - ou tão somente uma linha ou um traço no papel. De maneira correlata, o cubo pintado ou desenhado é, também, uma caixa, um plinto ou um pedestal; uma pérola é, assim, uma esfera; um anel é, por fim, um círculo. Esses são os jogos aparentemente singelos da representação - em pintura, escultura, desenho.
Na última década, os trabalhos de Valdirlei Dias Nunes mapearam, de maneira especulativa e exaustiva, uma sucessão de possibilidades permutáveis entre abstração (invariavelmente do tipo geométrico) e figuração; entre pintura, desenho e escultura[1]. Vencer o aparente abismo que existe entre figuração e abstração frequentemente faz com que figuras geométricas - antes autônomas, abstratas, superiores, descoladas e isoladas do mundo - assumam feições mundanas. E, de fato, havia algo de melancólico na pintura de uma mesa ou pedestal finamente revestido de madeira, às vezes até com elaborados recortes construtivos, o veio da madeira executado com mão firme, porém reveladora do toque do punho do artista; todo esse esforço para não sustentar coisa alguma sobre sua superfície (diferentemente dos pequenos e preciosos objetos que os pedestais pintados contra os fundos negros dos anos 1990 de Nunes sempre sustentavam).
É a partir dessa trajetória que surgem, de modo coerente e preciso, os relevos de Nunes, que, portanto, devem ser compreendidos como situados no cruzamento entre os caminhos da pintura, da escultura e do desenho. O relevo é, aqui, síntese cabal da articulação e do diálogo entre diferentes meios, tratando de temas comuns, a partir de distintos ângulos, através de vários prismas. Nos relevos de Nunes, o traço, enfim, não é mais linha, nem listra, não é barra ou cano, seja pintado ou desenhado. Sem título (Relevos) consistem em paralelepípedos pintados de laca branca nos quais foram inseridas barras de latão dourado de maneira transversal e diagonal, rompendo a ortogonalidade da composição do quadro.
Alguns antecedentes mais distantes aos relevos de Nunes merecem nomeação, todos de vocação geométrica: Aluísio Carvão, Willys de Castro e Iran do Espírito Santo. No relevo de Carvão, Construção VI (1955, 85 x 59,5 cm), barras horizontais e verticais brancas cruzam-se sob um fundo branco; nos relevos de Espírito Santo, que a propósito levam títulos próximos ao de Nunes (2001, 50 x 40 x 4 cm), a matéria é alumínio, e linhas ortogonais cruzam outras diagonais. Nos Objetos ativos de De Castro (1959-1961), a barra encontra-se autônoma, descolada do plano, e, portanto, assume sua vocação tridimensional, ainda que com superfícies pictóricas.
Os relevos de Nunes evocam também Mira Schendel. Pensamos nos Sarrafos, a última série da artista, feita em 1987, um ano antes de sua morte. Vale recordar as palavras de Souza Dias, que podem ser aplicadas, mutatis mutandis, a Nunes:
Com os sarrafos, a artista retomava pontos de sua própria trajetória, ao concentrar, num mesmo objeto, desenho, pintura e escultura, estabelecendo, a partir deles, uma nova orientação para a análise de sua obra. Com a pintura, enquanto meio e suporte, Mira transforma a linha em escultura. O percurso de formalização anguloso dessas ripas negras que se libertam do plano pictórico transmite-nos uma ação enérgica, porém cuidadosamente planejada.[2]
O negro dos Sarrafos de Schendel verte-se em ouro em Nunes, remetendo a referência à artista a outra série, às pinturas com têmpera feitas alguns anos antes: por exemplo, Sem título (1995, 89 x 159 cm) consiste numa grande superfície branca ocupada apenas por um pequeno triângulo em folha de ouro, situado no canto superior direito do quadro. Tanto em Nunes quanto em Schendel, vemos o contraste entre o vasto território branco e o pequeno fragmento ou fina fatia dourada. Tanto num quanto noutro, o puro minimalismo é impugnado pelo ouro. Neste momento, é preciso lembrar Leonilson, um artista mais próximo de Nunes, que por sua vez também usava o ouro na contracorrente do minimalismo. Seu A.P. (1991, 210 x 147 cm), por exemplo, consiste em dois retângulos de voile branco sem chassis, pendurados na parede lado a lado, com as bordas laterais e inferiores pintadas de ouro - a vasta superfície branca, transparente, tão leve que o vento a faz tremular, enquadrada por uma tinta dourada que macula seu despojamento.
O precioso ouro é a mais contaminada e mundana das cores, é o grão antiascético de qualquer narrativa. Afinal, não nos esqueçamos dos antecedentes fortemente figurativos de Nunes: o relevo aqui também é o retrato da lâmina, da espada, da flecha, da faca, da navalha e da agulha - ainda que de ouro e escamoteada em barra.
[1] Em 2001, eu escrevia sobre as então recentes pinturas de Nunes: "Seu realismo e representação sem rodeios agora jogam com abstração geométrica e minimalismo, tomando como objeto a representação de finas e sutis linhas, barras, listras, caixas, cubos, pedestais e quadrados, pintados em branco, ouro, marrom, contra um refinado pano de fundo branco". In "A pintura roubada/The Stolen Painting". Trans>arts.cultures.media, n. 9-10, Nova York e São Paulo, 2001, p. 292.
[2] Geraldo Souza Dias, Mira Schendel: Do espiritual à corporeidade. São Paulo: Cosac Naify, 2009, p. 323.
20110428
CARLOS BEVILACQUA
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Derlon Almeida
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JAVIER RAMOS CUCHO
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MAURO CERQUEIRA E NUNO SOUSA VIEIRA
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mauro cerqueira e nuno sousa vieira
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20101116
20100929
50 perguntas para abrir sua mente
fonte: muito legal
Essas questões não possuem respostas certas nem erradas.
Às vezes perguntar a questão certa é a resposta.
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1. Qual seria a sua idade se você não soubesse quantos anos você tem?
2. O que é pior errar ou nunca tentar?
3. Se a vida é curta, porque fazemos muitas coisas que não gostamos e gostamos de muitas coisas que não fazemos?
4. Quando tudo foi dito e feito, você disse mais do que fez?
5. Qual é a coisa que você mais gostaria de mudar no mundo?
6. Se felicidade fosse a moeda nacional, que tipo de trabalho o tornaria rico?
7. Você está fazendo o que você acredita ou você está regularizando o que você está fazendo?
8. Se a média de vida humana fosse de 40 anos, como você viveria sua vida?
9. Até que nível você acredita que controlou o curso que sua vida tomou?
10. Você está preocupado em fazer as coisas corretamente ou fazer as coisas certas?
11. Você está almoçando com três pessoas que respeita e admira. Eles começam a criticar um amigo próximo, sem saber que você é amigo dele. O criticismo é estranho e injustificável. O que você faz?
12. Se você pudesse dar um conselho para uma criança que acabou de nascer, qual seria?
13. Você quebraria uma lei para salvar uma pessoa que ama?
14. Você já viu insanidade onde depois você viu criatividade?
15. O que é aquela coisa que você sabe que faz diferente da maioria das pessoas?
16. Quais são as coisas que te fazem feliz, mas não fazem todo mundo feliz?
17. Qual é a coisa que você ainda não fez e que gostaria de fazer? O que te impede?
18. Você está se segurando em alguma coisa que você precisa se desfazer?
19. Se você tivesse que se mudar para um estado ou país além daquele que você mora, para onde você iria e por quê?
20. Você aperta o botão do elevador mais de uma vez? Você realmente acredita que ele fica mais rápido?
21. Você prefere ser um gênio preocupado ou um simples pateta?
22. Porque você, é você?
23. Você é o tipo de amigo que você quer como amigo?
24. O que é pior, quando um grande amigo se muda, ou perde contato com um grande amigo que mora bem perto de você?
25. Pelo que você é mais grato?
26. Você prefere perder todas suas velhas memórias ou nunca ser capaz de ter novas?
27. É possível saber a verdade sem desafiá-la primeiro?
28. O seu pior medo se tornou realidade?
29. Você se lembra aquela vez que você ficou extremamente chateado há 5 anos atrás? Isso realmente importa agora?
30. Qual é a lembrança mais feliz da sua infância? O que a torna tão especial?
31. Em qual fase no seu passado recente você se sentiu mais apaixonado e vivo?
32. Se não agora, quando?
33. Se você não alcançou aquilo que procura ainda, o que você tem a perder?
34. Você já esteve com alguém, não disse nada, e saiu sentindo que teve a melhor conversa da vida?
35. Porque religiões que apóiam o amor causam tantas guerras?
36. É possível saber, sem dúvidas, o que é bom e o que é mal?
37. Se você ganhasse um milhão de dólares, você pediria demissão?
38. Você prefere ter menos trabalho para fazer, ou mais trabalho sobre o que gosta de fazer?
39. Você já sentiu que viveu um dia 100 vezes antes?
40. Quando foi a última vez que você andou na escuridão com apenas uma pequena faísca que você realmente acreditava?
41. Se você soubesse que todo mundo que você conhece fosse morrer amanhã, quem você visitaria hoje?
42. Você diminuiria sua expectativa de vida em 10 anos para de tornar alguém famoso?
43. Qual é a diferença entre estar vivo e realmente viver?
44. Quando é a hora de parar de calcular risco e recompensas, e simplesmente seguir em frente e fazer o que acredita ser correto?
45. Se nós aprendemos com nossos erros, porque estamos sempre com medo de cometer um erro?
46. O que você faria de diferente se soubesse que ninguém iria te julgar?
47. Quando foi a última vez que você percebeu a som da sua respiração?
48. O que você ama? Alguma de suas ações recentes abertamente expressou esse amor?
49. Daqui há 5 anos, você irá se lembrar do que você fez ontem? E um dia antes? E outro dia antes?
50. Decisões estão sendo feitas agora. A questão é: Você está fazendo-as por si mesmo, ou está deixando que outros as façam por você?
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20100914
Performance Jum Nakao @ SPFW
20100830
A Revolução dos Bichos
Teatro Zanoni Ferrite
Av Renata 163 - Vl Formosa
Ingressos preços pupulares: R$10,00 - inteira / R$5,00 - meia-entrada
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por: Renata Bertelli
Produtora de Eventos Culturais
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