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20110606

♫ DATABASE (MIXSET) @ OI FM NA PISTA



DEVIL IN MISS JONES



Paradise Circus - Massive Attack from greekgaylolita on Vimeo.




O DIABO NA CARNE DE MISS JONES 
(THE DEVIL IN MISS JONES, Gerard Damiano, Estados Unidos, 1973, 68 minutos)
Neste clássico do cinema erótico de 1973, uma mulher de meia idade ainda virgem, Justice Jones, suicida-se e, ao ser julgada no inferno, implora para poder realizar ali seus desejos coibidos na Terra. Com o original estrelado por Georgina Spelvin, o filme teve seis continuações, sendo a mais recente de 2005.

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20110528

MARCHA DA LIBERDADE!



1ª MARCHA DA LIBERDADE

Sábado, tarde do dia 21 de maio, Avenida Paulista:
Quando a tropa de choque bateu nos escudos e, em coro, gritou CHOQUE! a Marcha pela Liberdade de Expressão do último sábado se tornou muito maior. Não em número de pessoas, mas em importância, em significado.
Foram liminares, tiros, estilhaços, cacetadas, gases e prisões sem sentido. Um ataque direto, cru, registrado por centenas de câmeras, corpos e corações. Muita gente acha que maconheiros foram reprimidos.
Engano...
Naquele 21 de maio, houve uma única vítima: a liberdade de todos.
E é por ela que convocamos você a aparecer no Vão Livre do MASP, sábado que vem, dia 28, às 14hs.
Não somos uma organização. Não somos um partido. Não somos virtuais.
Somos uma rede. Somos REAIS. Conectados, abertos, interdependentes, transversais, digitais e de carne e osso.
Não temos cartilhas. Não temos armas, nem ódio.
Não respondemos à autoridade. Respondemos aos nossos sonhos, nossas consciências e corações.
Temos poucas certezas. E uma crença: de que a liberdade é uma obra em eterna construção.
E que a liberdade de expressão é o chão onde todas as outras liberdades serão erguidas:
De credo, de assembléia, de amor, de posições políticas, de orientações sexuais, de cognição, de ir e vir... e de resistir.
E é por isso que convocamos qualquer um que tenha uma razão para marchar, que se junte a nós no sábado para a primeira #MarchadaLiberdade.
Ciclistas, peçam a legalização da maconha... Maconheiros, tragam uma bandeira de arco-íris... Gays, gritem pelas florestas... Ambientalistas, tragam instrumentos... Artistas de rua, falem em nome dos animais... Vegetarianos, façam um churrasco diferenciado... Moradores de Higienópolis, venham de bicicleta... Somos todos cadeirantes, pedestres, motoristas, estudantes, trabalhadores... Somos todos idosos, pretos, travestis... Somos todos nordestinos, bolivianos, paulistanos, vira-latas.
E somos livres!
Em casa, somos poucos.
Juntos, somos todos. E essa cidade é nossa!
Sábado, dia 28 de maio, 14hs, no vão do MASP, começa a 1ª Marcha da Liberdade.

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20110521

ARTE + ESPAÇO URBANO


Texto e fotos elaborados pela colaboradora Rosana Pinheiro:

O M.A.O.U – Movimento Artístico de Ocupação Urbana – realiza uma série de intervenções artística em prédios abandonados, como o de fábricas desativadas por exemplo, para promover a arte e a cultura entre os moradores das regiões recebidas pelo evento. O grupo também tem como objetivo, chamar a atenção das autoridades e da mídia para espaços mal utilizados, que poderiam ser transformados em áreas de lazer e promoção da cultura e educação para os moradores locais. O M.A.O.U. é formado por vários profissionais como jornalistas, designers, grafiteiros, sociólogos, entre outros, que na maioria das vezes usa recursos próprios para a realização das intervenções. Seu principal meio de divulgação dos eventos, e recrutamento de novos participantes são as redes sociais Facebook e Twitter, e o Blog do grupo: http://dialeticassensoriais.wordpress.com, que entre outras informações fornece data e local dos eventos, e fotos dos trabalhos já realizados.

A última ocupação artística promovida pelo grupo aconteceu dia 3 de abril de 2011 em Perus – SP, na Companhia Brasileira de Cimento Portland Perus (CBCPP). Essa foi a primeira fábrica de cimento do Brasil, e hoje se encontra completamente abandonada e em estado de deterioração avançado. Inaugurada em 1926 a fábrica foi palco de intenso movimento trabalhista a partir do início da década de 1960. Os trabalhadores reivindicavam por melhores condições de vida e de trabalho. A CBCPP foi completamente desativada em 1986 após já estar com as suas instalações parcialmente fechadas devido às greves constantes e a diversos problemas judiciais e dívidas com a União. A fábrica faz parte não só da história de Perus, mas também do Brasil, já que foi uma das fornecedoras de material para a construção da capital federal na década de 1950.

A intervenção dia 3 de abril espalhou por quase todos os ambientes da fábrica imagens e mensagens dos artistas. A diversidade de estilos é vasta, e as imagens contrastadas com as ruínas causam impacto. A fábrica se localiza na Rua Tiburno, sem número, no Jardim Adelfiore. Esta totalmente aberta e é de livre acesso para quem quiser visitar. Os moradores de Perus em sua maioria conhecem a fábrica e sabem exatamente onde está localizada. Porém nenhum dos entrevistados se mostrou familiarizados com o M.A.O.U. e nem com o evento realizado na CBCPP no último dia 3. A iniciativa do M.A.O.U. além de ser aberta a quem quiser participar, promovendo uma integração e comunicação entre artistas e profissionais de várias vertentes, também introduz uma discussão importante sobre a utilização do espaço urbano, e o acesso da população a arte e cultura. A divulgação desse trabalho é de extrema relevância para que a discussão possa se propagar e atingir os órgãos responsáveis pela realização das melhorias necessárias.





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SILICONE LOVE



Me & Madonna (The Twelves Remix) - Black Strobe

Madonna is in love with me
Me and Madonna
It's so sweet to be with you
You're my silicone love

It's so wonderful to dance
With you, you're my baby
Madonna is in love with me
Me and Madonna

It's so sweet to be with you
You're my silicone love
My silicone love
So wonderful to dance
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TRIDIMENSIONAL AO NATURAL

via: Revista Época
SP - Primeiro Plano - 02/05/2011

clique para ampliar!
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ENTÊNCIL + QUALIDADE DE VIDA!




via: Adriana Charoux


Apareçam! Acho que vai ser bem legal. Todos são muito bem vindos. 

Oficina para customização de shapes de skates usados acontece neste sábado  Skatistas terão a oportunidade personalizar seus shapes. Iniciativa mostra como pequenas atitudes contribuem para melhoria na qualidade de vida em SP

O Idec e o Vitae Civilis, juntamente com a Confederação Brasileira de Skate, a 350.org e o Parque Zilda Natel realizará no próximo sábado (21/5) a "Oficina de estêncil em shapes de skate usados". O atividade acontece das 14h às 18h e vai contar com a participação do artista plástico Loro Verz, Rafael Gentili, além de outros artistas que irão grafitar os muros do parque.

O objetivo do evento é dialogar artisticamente sobre o desafio de encontrar alternativas mais sustentáveis para os resíduos que geramos cotidianamente e o impacto de nosso consumo nas mudanças climáticas.

Os skatistas terão a oportunidade de renovar seus shapes usados dando a eles um novo visual. Dessa forma, o desperdício e descarte desnecessário dos skates serão evitados. A atividade será gratuita e conta com a colaboração das lojas 101% Pyro's Skate Shop, OXI Skateboards Influence, ToobsLand que cederam os shapes para o evento.

A oficina faz parte do projeto Clima e Consumo em São Paulo no qual o Idec, em parceria com o Vitae Civilis e apoio do FEMA (Fundo Especial de Meio Ambiente mantido pela Secretaria do Verde e Meio Ambiente da cidade de São Paulo), realiza diversas intervenções urbanas tentando mostrar para população como pequenas atitudes podem melhorar a sua qualidade de vida.




Oficina de estêncil em shapes
Data:
 21/05/2011 - sábado
Horário: 14h às 18h
Local: Parque Zilda Natel, mais conhecido como pista de Skate do Sumaré, localizado na Av. Doutor Arnaldo, esquina com a Rua Cardoso de Almeida, bairro do Sumaré, São Paulo-SP
Iniciativa: Idec e Vitae Civilis
Apoio: FEMA - Fundo Especial de Meio Ambiente mantido pela Secretaria do Verde e Meio Ambiente da cidade de São Paulo - SVMA
Parceria: Parque Zilda Natel e Confederação Brasileira de Skate, Loro Verz e 350.org

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20110509

♫ MEU CENÁRIO

Nos braços de uma morena
Quase morro um belo dia
Ainda me lembro o meu cenário de amor
Um lampião aceso, um guarda-roupa escancarado
Um vestidinho amassado embaixo de um batom
Um copo de cerveja, uma viola na parede
E uma rede convidando a balançar
No cantinho da cama um rádio a meio volume
Cheiro de amor e de perfume pelo ar


Numa esteira o meu sapato pisa no sapato dela
Em cima da cadeira aquela minha bela cela
Ao lado do meu velho alforte de caçador
Que tentação, minha morena me beijando feito abelha
E a Lua malandrinha pela brechinha da telha
Fotografando o meu cenário de amor


♥ Circuladô de Fulô

♥ 80's


20110506

VALDIRLEI DIAS NUNES

CASA TRIÂNGULO
ABERTURA [OPENING]



V. D. Nunes, Sem título (Relevos) - Antecedentes e predecessores.
Por A. Pedrosa.


A linha e o traço no desenho podem representar uma barra, um bastão, uma régua, um cano - ou tão somente uma linha ou um traço no papel. De maneira correlata, o cubo pintado ou desenhado é, também, uma caixa, um plinto ou um pedestal; uma pérola é, assim, uma esfera; um anel é, por fim, um círculo. Esses são os jogos aparentemente singelos da representação - em pintura, escultura, desenho.

Na última década, os trabalhos de Valdirlei Dias Nunes mapearam, de maneira especulativa e exaustiva, uma sucessão de possibilidades permutáveis entre abstração (invariavelmente do tipo geométrico) e figuração; entre pintura, desenho e escultura[1]. Vencer o aparente abismo que existe entre figuração e abstração frequentemente faz com que figuras geométricas - antes autônomas, abstratas, superiores, descoladas e isoladas do mundo - assumam feições mundanas. E, de fato, havia algo de melancólico na pintura de uma mesa ou pedestal finamente revestido de madeira, às vezes até com elaborados recortes construtivos, o veio da madeira executado com mão firme, porém reveladora do toque do punho do artista; todo esse esforço para não sustentar coisa alguma sobre sua superfície (diferentemente dos pequenos e preciosos objetos que os pedestais pintados contra os fundos negros dos anos 1990 de Nunes sempre sustentavam).

É a partir dessa trajetória que surgem, de modo coerente e preciso, os relevos de Nunes, que, portanto, devem ser compreendidos como situados no cruzamento entre os caminhos da pintura, da escultura e do desenho. O relevo é, aqui, síntese cabal da articulação e do diálogo entre diferentes meios, tratando de temas comuns, a partir de distintos ângulos, através de vários prismas. Nos relevos de Nunes, o traço, enfim, não é mais linha, nem listra, não é barra ou cano, seja pintado ou desenhado. Sem título (Relevos) consistem em paralelepípedos pintados de laca branca nos quais foram inseridas barras de latão dourado de maneira transversal e diagonal, rompendo a ortogonalidade da composição do quadro.

Alguns antecedentes mais distantes aos relevos de Nunes merecem nomeação, todos de vocação geométrica: Aluísio Carvão, Willys de Castro e Iran do Espírito Santo. No relevo de Carvão, Construção VI (1955, 85 x 59,5 cm), barras horizontais e verticais brancas cruzam-se sob um fundo branco; nos relevos de Espírito Santo, que a propósito levam títulos próximos ao de Nunes (2001, 50 x 40 x 4 cm), a matéria é alumínio, e linhas ortogonais cruzam outras diagonais. Nos Objetos ativos de De Castro (1959-1961), a barra encontra-se autônoma, descolada do plano, e, portanto, assume sua vocação tridimensional, ainda que com superfícies pictóricas.

Os relevos de Nunes evocam também Mira Schendel. Pensamos nos Sarrafos, a última série da artista, feita em 1987, um ano antes de sua morte. Vale recordar as palavras de Souza Dias, que podem ser aplicadas, mutatis mutandis, a Nunes:

Com os sarrafos, a artista retomava pontos de sua própria trajetória, ao concentrar, num mesmo objeto, desenho, pintura e escultura, estabelecendo, a partir deles, uma nova orientação para a análise de sua obra. Com a pintura, enquanto meio e suporte, Mira transforma a linha em escultura. O percurso de formalização anguloso dessas ripas negras que se libertam do plano pictórico transmite-nos uma ação enérgica, porém cuidadosamente planejada.[2]

O negro dos Sarrafos de Schendel verte-se em ouro em Nunes, remetendo a referência à artista a outra série, às pinturas com têmpera feitas alguns anos antes: por exemplo, Sem título (1995, 89 x 159 cm) consiste numa grande superfície branca ocupada apenas por um pequeno triângulo em folha de ouro, situado no canto superior direito do quadro. Tanto em Nunes quanto em Schendel, vemos o contraste entre o vasto território branco e o pequeno fragmento ou fina fatia dourada. Tanto num quanto noutro, o puro minimalismo é impugnado pelo ouro. Neste momento, é preciso lembrar Leonilson, um artista mais próximo de Nunes, que por sua vez também usava o ouro na contracorrente do minimalismo. Seu A.P. (1991, 210 x 147 cm), por exemplo, consiste em dois retângulos de voile branco sem chassis, pendurados na parede lado a lado, com as bordas laterais e inferiores pintadas de ouro - a vasta superfície branca, transparente, tão leve que o vento a faz tremular, enquadrada por uma tinta dourada que macula seu despojamento.

O precioso ouro é a mais contaminada e mundana das cores, é o grão antiascético de qualquer narrativa. Afinal, não nos esqueçamos dos antecedentes fortemente figurativos de Nunes: o relevo aqui também é o retrato da lâmina, da espada, da flecha, da faca, da navalha e da agulha - ainda que de ouro e escamoteada em barra.
 


[1] Em 2001, eu escrevia sobre as então recentes pinturas de Nunes: "Seu realismo e representação sem rodeios agora jogam com abstração geométrica e minimalismo, tomando como objeto a representação de finas e sutis linhas, barras, listras, caixas, cubos, pedestais e quadrados, pintados em branco, ouro, marrom, contra um refinado pano de fundo branco". In "A pintura roubada/The Stolen Painting". Trans>arts.cultures.media, n. 9-10, Nova York e São Paulo, 2001, p. 292. 

[2] Geraldo Souza Dias, Mira Schendel: Do espiritual à corporeidade. São Paulo: Cosac Naify, 2009, p. 323.



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