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20111027
TEORIA DO CAMINHÃO DE LIXO
20111007
REMÉDIO PARA PREÇÃO
20101202
devotion ♫
There is so much to understand
And I'm just the same
When all the love has gone away?
And passion stares me in the face
Could I walk away?
Ears open?
You'll help me to be brave
Devotion save me now
I don't wanna stray from the hallow ground
I'll turn temptation down.
I'm asking you to take me to safety this time
Forgive my thoughts when I'm asleep
Forgive these words I'm yet to speak
I feel so ashamed
Right now you seem so far away
So much confusion clouds my mind?
And I don't know which path to take
Ears open
You'll help me to resist
Devotion save me now
I don't wanna stray from the hallow ground
I'll turn temptation down
I'm asking you to take me to safety this time
Devotion, devotion...
I'm a slave unto the mercy of your love
For so long, I've been so wrong
I could never live without you.
Devotion, devotion...
Take me to safety
20101123
A Síndrome dos Vinte e Tantos...
20101120
Ouro de Tolo
Porque eu tenho um emprego
Sou um dito cidadão respeitável
E ganho quatro mil cruzeiros
Por mês...
Eu devia agradecer ao Senhor
Por ter tido sucesso
Na vida como artista
Eu devia estar feliz
Porque consegui comprar
Um Corcel 73...
Eu devia estar alegre
E satisfeito
Por morar em Ipanema
Depois de ter passado
Fome por dois anos
Aqui na Cidade Maravilhosa...
Ah!
Eu devia estar sorrindo
E orgulhoso
Por ter finalmente vencido na vida
Mas eu acho isso uma grande piada
E um tanto quanto perigosa...
Eu devia estar contente
Por ter conseguido
Tudo o que eu quis
Mas confesso abestalhado
Que eu estou decepcionado...
Porque foi tão fácil conseguir
E agora eu me pergunto "e daí?"
Eu tenho uma porção
De coisas grandes prá conquistar
E eu não posso ficar aí parado...
Eu devia estar feliz pelo Senhor
Ter me concedido o domingo
Prá ir com a família
No Jardim Zoológico
Dar pipoca aos macacos...
Ah!
Mas que sujeito chato sou eu
Que não acha nada engraçado
Macaco, praia, carro
Jornal, tobogã
Eu acho tudo isso um saco...
É você olhar no espelho
Se sentir
Um grandessíssimo idiota
Saber que é humano
Ridículo, limitado
Que só usa dez por cento
De sua cabeça animal...
E você ainda acredita
Que é um doutor
Padre ou policial
Que está contribuindo
Com sua parte
Para o nosso belo
Quadro social...
Eu que não me sento
No trono de um apartamento
Com a boca escancarada
Cheia de dentes
Esperando a morte chegar...
Porque longe das cercas
Embandeiradas
Que separam quintais
No cume calmo
Do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora
De um disco voador...
Ah!
Eu que não me sento
No trono de um apartamento
Com a boca escancarada
Cheia de dentes
Esperando a morte chegar...
Porque longe das cercas
Embandeiradas
Que separam quintais
No cume calmo
Do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora
De um disco voador...
20101116
20101004
QUE CAGADA! \m/
Salió apurada de su casa con su pollera corta
Él la esperaba en la parada hacía más de una hora
Y no le dijo nada, ella quería pasarla bien
No le dijo nada, y se tomaron el diez
Sacó boleto doble hasta Palermo
Ella lo miró y creía comprenderlo
Y no le dijo nada, ella quería pasarla bien
No le dijo nada, y se bajaron del diez
Y era de noche y la abrazaba
¡Y no le dijo nada!
Sintió su mano en la espalda
¡Y no le dijo nada!
La acariciaba despacito
¡Y no le dijo nada!
Y de repente llegó Tito
¡Qué cagada!
No le dijo, no le dijo
No le dijo, no le dijo nada
Nunca dijo, nunca dijo
Nunca dijo, nunca dijo nada
En el verano fueron juntos a la playa
A él le gustaba ir a las rocas y ella nunca se negaba
Y no le dijo nada, ella quería pasarla bien
No le dijo nada, ya no se portaban bien
Y la llevó a su cueva entre las rocas
Tenía un colchón, vino y vodka
Y no le dijo nada, ella quería pasarla bien
No le dijo nada, nunca se portaban bien
Y era de noche y la abrazaba
¡Y no le dijo nada!
Sintió su mano en la espalda
¡Y no le dijo nada!
La acariciaba despacito
¡Y no le dijo nada!
Y de repente llegó Tito
No le dijo, no le dijo
No le dijo, no le dijo nada
Nunca dijo, nunca dijo
Nunca dijo, nunca dijo nada
Dijo, no le dijo, nunca, nunca dijo no
Nunca, nunca dijo nada
No le dijo, no le dijo
No le dijo, no le dijo nada
Y un día charlando se dió cuenta
Que ella nunca decía nada, yea-yea
Y un día charlando y con mucha ternura
Le dijo, le dijo
Nena, ¡vos sos muda!
Era muda, era muda
Era muda, la niña era muda
Nunca dijo, nunca dijo
Nunca dijo, nunca dijo nada
Dijo, no le dijo, nunca, nunca dijo no
Nunca, nunca dijo nada
No le dijo, no le dijo
No le dijo, no le dijo nada
20100918
diário de uma gordinha...
20100916
20100827
Enter The Ninja
20100626
Dear Alcohol:
20100624
viva!
20100614
2010 FIFA WORLD CUP
20100612
VOCE É CAPAZ DE FALAR OU ENTENDER INGLÊS?
MÓDULO BÁSICO
"Três bruxas olham três relógios Swatch. Qual bruxa olha qual relógio? "
Em inglês:
"Three witches watch three Swatch watches. Which witch watch which Swatch watch? "
MÓDULO AVANÇADO
"Três bruxas 'travestis' olham os botões de três relógios Swatch. Qual bruxa travesti olha os botões de qual relógio Swatch? "
Em inglês:
"Three switched witches watch three Swatch watch switches. Which switched witch watch which Swatch watch switch? "
...E ESTE É PARA MASTERS:
"Três bruxas suecas transexuais olham os botões de três relógios Swatch suíços.
Qual bruxa sueca transexual olha qual botão de qual relógio Swatch suíço? "
Em inglês:
"Three Swedish switched witches watch three Swiss Swatch watch switches. Which Swedish switched witch watch which Swiss Swatch watch switch? "
20100605
♥
Que nunca serei alguém.
Sei de sobra
Que nunca terei uma obra.
Sei, enfim,
Que nunca saberei de mim.
Sim, mas agora,
Enquanto dura esta hora,
Este luar, estes ramos,
Esta paz em que estamos,
Deixem-me crer
O que nunca poderei ser"
______________________________________…
Teus olhos entristecem
Nem ouves o que digo.
Dormem, sonham esquecem...
Não me ouves, e prossigo.
Digo o que já, de triste,
Te disse tanta vez...
Creio que nunca o ouviste
De tão tua que és.
Olhas-me de repente
De um distante impreciso
Com um olhar ausente.
Começas um sorriso.
Continuo a falar.
Continuas ouvindo
O que estás a pensar,
Já quase não sorrindo.
Até que neste ocioso
Sumir da tarde fútil,
Se esfolha silencioso
O teu sorriso inútil.
____________________________________
Sonho. Não sei quem sou neste momento.
Durmo sentindo-me. Na hora calma
Meu pensamento esquece o pensamento,
Minha alma não tem alma.
Se existo é um erro eu o saber. Se acordo
Parece que erro. Sinto que não sei.
Nada quero nem tenho nem recordo.
Não tenho ser nem lei.
Lapso da consciência entre ilusões,
Fantasmas me limitam e me contêm.
Dorme insciente de alheios corações,
Coração de ninguém.
___________________________________
Pobre velha música!
Não sei por que agrado,
Enche-se de lágrimas
Meu olhar parado.
Recordo outro ouvir-te,
Não sei se te ouvi
Nessa minha infância
Que me lembra em ti.
Com que ânsia tão raiva
Quero aquele outrora!
E eu era feliz? Não sei:
Fui-o outrora agora.
___________________________
Tenho tanto sentimento
Que é frequente persuadir-me
De que sou sentimental,
Mas reconheço, ao medir-me,
Que tudo isso é pensamento,
Que não senti afinal.
Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.
Qual porém é a verdadeira
E qual errada, ninguém
Nos saberá explicar;
E vivemos de maneira
Que a vida que a gente tem
É a que tem que pensar.
ÀS VEZES
Alberto Caeiro
Às vezes, em dias de luz perfeita e exacta,
Em que as coisas têm toda a realidade que podem ter,
Pergunto a mim próprio devagar
Por que sequer atribuo eu
Beleza às coisas.
Uma flor acaso tem beleza?
Tem beleza acaso um fruto?
Não: têm cor e forma
E existência apenas.
A beleza é o nome de qualquer coisa que não existe
Que eu dou às coisas em troca do agrado que me dão.
Não significa nada.
Então por que digo eu das coisas: são belas?
Sim, mesmo a mim, que vivo só de viver,
Invisíveis, vêm ter comigo as mentiras dos homens
Perante as coisas,
Perante as coisas que simplesmente existem.
Que difícil ser próprio e não ver senão o visível!
Alberto Caeiro / Fernando Pessoa


































