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20111130

TAME IMPALA


via: ideia fixa



[...] Half Full Glass Of Wine da banda australiana Tame Impala (que já faz um puta som), nas artes desenvolvidas pela Special Problems – uma produtora que combina desenhos com design, design com artes plásticas, fotografia com desenho, e nessa salada vem lançando um clipe melhor que o outro. [...]
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20110801

REALISMO CAPITALISTA

O pintor alemão Sigmar Polke criou ao lado do pintor Gerhard Richter o movimento Realismo Capitalista, resposta dada nos anos 1960 ao Realismo Socialista, estilo artístico oficial na extinta União Soviética entre 1930 e 1960.

Contra as imposições estéticas do movimento, criado sob inspiração de Andrei Jdanov (1896-1948), comissário de Stalin para Cultura e Propaganda, Polke criou seu antídoto, o Realismo Capitalista, também para criticar o movimento pop internacional, que, nos anos 1960, revelou Andy Warhol, Lichtenstein e Rauschenberg.

Como o pop americano usava signos de consumo de massa, Polke fez de seu movimento um marco de resistência à transformação da arte em mercadoria barata, usando como suporte, de forma paródica, material publicitário misturado a materiais nobres da pintura clássica.

Polke ganhou o grande prêmio de pintura da 13.ª Bienal de São Paulo (1975) e, em 1986, o Leão de Ouro da 42.ª Bienal de Veneza. Ele esteve no Brasil em diversas ocasiões para fotografar o País. Professor da Academia de Belas Artes de Hamburgo entre 1977 e 1991, Polke começou sua carreira como aprendiz de uma fábrica de cristais de Düsseldorf, onde sua família fixou residência após escapar do regime comunista da Alemanha, em 1953.

Numa Alemanha que se reerguia das cinzas ingressando na era Adenauer, Polke foi um crítico feroz da doutrina americana do consumo importada na época em que o chanceler tentava transformar o país numa potência europeia, aliando-se aos EUA. A influência exercida pelo pintor, especialmente nos anos 1960, foi enorme. Subversivo, anárquico e irreverente, não poupou os ícones pop americanos ao realizar sua primeira individual, em 1964, na galeria René Block de Berlim, fazendo uso de títulos de fácil memorização como Sekt für Alle (Champanhe para Todos).


Showing Seeing | gerhard richter from graymatters on Vimeo.


Nos anos 1980, a ânsia de experimentação de Polke levou-o a criar quadros que mudavam de aparência de acordo com a luz e temperatura do local onde eram expostos. Na mesma década ele criou quadros de laca com superfície transparente que revelava a estrutura dos trabalhos, dialogando com o suporte. Em 2007, Polke foi homenageado com uma grande retrospectiva de 170 obras no Museu Frieder Burda de Baden-Baden, na Alemanha.













20110607

INSTITUTO OLGA KOS

Estive presente na Galeria do Conjunto Nacional (Avenida Paulista, 2073 - SP) e não pude deixar de reparar e apreciar este projeto incrível de lançamento do livro exposto do Instituto Olga Kos.


"Unir arte e inclusão social é emancipar o desenvolvimento humano e ampliar horizontes. Por meio de filosofias como esta que em 2007 nascia o Instituto Olga Kos, uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público ) que atende na cidade de São Paulo mais de 480 crianças, jovens e adultos com síndrome de Down e/ou deficiência intelectual. A missão do Instituto Olga Kos é resgatar e repassar para toda população a diversidade cultural e artística do nosso País, oferecendo acesso à arte, cultura e esporte para crianças, jovens e adultos com síndrome de Down e/ou deficiência intelectual. Nesse sentido buscamos romper a barreira do preconceito, por acreditar que todos são capazes de ao estabelecer o contato com a arte, expor aquilo que nos torna únicos e especiais, a individualidade."

http://www.institutoolgakos.org.br/fotos.php


Principais Projetos:


Instituto Olga Kos - Inclusão Cultural
Rua Haddock Lobo 1307 - Cj. 181
01414003 São Paulo, Brasil
11 3081.9300
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20110603

QUINO, DESILUDIDO, DESABAFA EM CARTUM...

Quino, o cartunista argentino autor da Mafalda, desiludido com o rumo deste século no que diz respeito a valores e educação, deixou impresso no cartum o seu sentimento. A genialidade do artista faz uma das melhores críticas sobre a criação de filhos (e educação) nos tempos atuais:




"Você não é um ser humano que está passando por uma experiência espiritual.
Você é um ser espiritual que está vivenciando uma experiência humana."

Wayne W. Dyer
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20110427

1ª OCUPAÇÃO ARTÍSTICA NA FAVELA


Dia 14 de maio de 2011 ocorrera a 1ª ocupação Artística na Favela da Biquinha em São Bernardo do Campo. Esse projeto tem como objetivo garantir acesso à arte, cultura e lazer para comunidades periféricas da cidade, através de diversas formas de expressão (plásticas, cênicas, música, e etc.). Além de reivindicar politicas publicas que instrumentalizem e desenvolvam ações de cunho cultural e artístico nos bairros/comunidades periféricas, contribuindo para o desenvolvimento humano no sentindo mais amplo da palavra, concorrendo para uma sociedade mais justa e igualitária.

“É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária” Art.4° do Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA

O Graffiti
Dentro das diversas ações desenvolvidas na 1ª Ocupação Artística, o graffiti vem agregar sua força plástica e arte de origem dos guetos para promover o desenvolvimento de diversos painéis na comunidade. O intuito do graffiti nesse projeto é unir estética e mensagem positiva, em trabalhos que possam contribuir para humanizar os becos, ruas e vielas da comunidade.

Com isso, venho convidar você para contribuir no desenvolvimento de um painel, em forma de mutirão, na 1ª Ocupação Artística na Favela da Biquinha. Sua presença será de grande importância para o projeto. Aguardamos uma confirmação prévia para reservarmos o muro.

Será um total de 10 muros, sendo de grande importância a confirmação previa para que possamos organizar da melhor maneira, entendemos esta confirmação como uma pré-requisito pra participação.

Contamos com a sua colaboração!

Qualquer dúvida estamos à disposição

Cena7 e Melim

Dúvidas, infos: Cena7@hotmail.com ou Melimdaniel@yahoo.com.br

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20110403

VIVART!

via: Romualdo Marques


Inauguração das exposições individuais de Derlon no espaço 1 e Marta Jourdan no espaço 2 do Artur Fidalgo galeria. 




Derlon
O artista apresenta, com seu traço de xilogravura, pinturas sobre madeira, em objetos e nas paredes externas da galeria, num cruzamento da iconografia popular do Nordeste com o contemporâneo mundo da imagem.


Abertura: 31 de março quinta-feira 19h30 às 23h

Exposição: 31/03/2011 a 30/04/2011

Artur Fidalgo galeria espaço 1

Rua Siqueira Campos 143,  2° piso ljs. 147/150

Estacionamento no shopping, 
Rua Figueiredo Magalhães n° 598

Seg. a Sex. de 10h às 19h

Sab. 10h às 14h


Derlon Almeida
Artur Fidalgo Galeria

O traço de Derlon faz suas obras parecerem xilogravuras. Ele pode usar pincel, como os pintores, ou spray, como os grafiteiros, mas elas sempre dão a impressão de terem sido feitas com a coifa gravando em relevo a superfície da madeira. O artista consegue esse resultado explorando o contraste, de modo que as linhas pretas parecem cavadas no branco e vice-versa. Da arte de rua – grafite, lambe-lambe –, seu desenho traz a variedade de suportes e a tendência a explorar a arquitetura e o espaço urbano, adquirindo uma dimensão mural. Ele atualiza a xilogravura popular do Nordeste, misturando seres alados com aparelhos de som, de TV e ícones da cultura pop como o Mickey Mouse (a convite dos estúdios Disney) e sua metamorfose, o Macunamouse.

O artista do Recife mostra em exposição individual no Rio de Janeiro essa dinâmica entre a concentração na linguagem xilográfica do seu desenho e a diversidade de meios: pinturas sobre madeira; sobre objetos; um painel gigante na parede externa da galeria e uma série de lambe-lambe sobre jornal espalhada nas proximidades, em Copacabana.

Outro aspecto notável do trabalho de Derlon é que ele não cria matrizes, como na xilogravura; sua relação é diretamente com a imagem gráfica. Assim ele pode promover, esteticamente, o encontro de técnicas antigas e novas de reprodução: a imagem digitalizada e vetorizada pode ser impressa em adesivos, camisetas, ampliada etc. Com seu traço de xilogravura, ele produz um cruzamento original e impactante de um processo milenar de gravação ligado à iconografia regional do Nordeste com o mundo globalizado da imagem.

Nessa exposicão, figuras nobres de cartas de baralho, seres humanos e animais fantásticos, torres e casas antropomórficas se agrupam numa galeria de personagens que remete ao imaginário medieval. A série de reis e rainhas (o rei pode ter cabeça de leão ou de passarinho), antagoniza com a de torres e casas anímicas, que assumem a forma também de gente ou de bichos híbridos. Essas figuras, emblemáticas, são chapadas, reiterando a bidimensionalidade. Sua organização no espaço combina a sensibilidade geométrica com o aspecto naïfe. Os ritmos lineares criam texturas; os detalhes precisos em cores primárias surpreendem. O artista dialoga tanto com a gravura popular de J. Borges e a moderna de Gilvan Samico quanto com o design gráfico do cartaz de publicidade. Derlon Almeida encena, num cordel mudo, com humor, um jogo ou batalha de que, como uma peça ou um contendor, somos convidados a participar, decifradores encantados de seus signos mágicos.

Fernando Gerheim




Marta Jourdan

A artista expõe Óleo, peça cinética que reflete o entorno e, 
uma vez acionada, suga a imagem refletida em 23 segundos.


Abertura: 31 de março quinta-feira 19h30 às 23h

Exposição: 31/03/2011 a 30/04/2011

Artur Fidalgo galeria espaço 2

Rua Siqueira Campos 143,  2° piso ljs. 147/150

Estacionamento no shopping, 
rRa Figueiredo Magalhães n° 598

Seg. a Sex. de 10h às 19h

Sab. 10h às 14h




Fluido cinema
Marta Jourdan

Com óleo de carro, correias de motor de geladeira e cálculos físicos de tempo, área e velocidade, Marta Jourdan criou um dispositivo que, uma vez acionado, suga a imagem num redemoinho, antes de devolvê-la, nítida, à superfície espessa que espelha o que e quem estiver em seu campo de reflexão. Sem película, fita magnética nem memória de dados, Óleo (escuta-se olho) é um fluido-cinema de 23 segundos, em que a imagem é inseparável de sua consistência e perceptível como um movimento cíclico entre o raso e o fundo.

Como em outros trabalhos, dá-se aquilo que não poderia ser fixado em forma: o ponto de fusão do metal; o som da gota que pinga no ferro quente; o vento. Dispositivos fazem essas ações acontecerem anti-naturalmente, trazendo-as para o mundo da linguagem e da arte.
São dispositivos para fundir metais, superampliar gotas ou, no caso de Óleo, sugar imagens, que põem em curso processos que se desenvolvem por si mesmos, incorporam acidentes e, em alguns casos, se retroalimentam. As engenhocas, como ela chama, intervém na substância química ou no estado físico dos materiais. Esta arte cinética molecular investiga o interior do próprio movimento. Em Óleo, como em outros trabalhos da artista, a forma existe como uma anti-unidade que se diferencia de si mesma.

Fernando Gerheim





Artur Fidalgo Galeria
R. Siqueira Campos 143
2° Piso ljs 147 / 150
Rio de Janeiro RJ Brasil
tel: 55 21 2549-6278
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20110302

AI QUE SAUDADE D'OCÊ


Não se admire se um dia,
um beija flor invadir
A porta da tua casa,
te der um beijo e partir
Foi eu que mandei o beijo
que é pra matar meu desejo
Faz tempo que eu não te vejo,
ai que saudade d'ocê
Se um dia ocê se lembrar,
escreva uma carta pra mim
Bote logo no correio,
com frases dizendo assim
Faz tempo que eu não te vejo,
quero matar meu desejo
Lhe mando um monte de beijo
ai que saudade sem fim
E se quiser recordar
aquele nosso namoro,
quando eu ia viajar
Você caía no choro,
eu chorando pela estrada,
mas o que eu posso fazer
trabalha é minha sina
eu gosto mesmo é d'ocê


Composição: Vital Farias
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20110122

lothar charoux








Ao nos depararmos com a precisão dos desenhos, pinturas e objetos criados por lothar charoux, o que nos chama atenção é a qualidade do traço feito a mão, os efeitos óticos alcançados de maneira artesanal. Com o papel sobre a prancheta, ele desenhava com tira-linha, e extrema disciplina, em busca a exatidão.

Desde que aderiu ao concretismo, nos idos de 1952, ele concentrou seu interesse na linha entendida como ponto que se desloca no espaço, como define a geometria. Pensou grande, apesar das modestas dimensões de seus trabalhos. Na intimidade do seu ateliê criou uma obra gráfica singular.

Inicialmente, desenhou estruturas geométricas que se desdobram em progressões espaciais; depois passou a trabalhar as linhas como feixes de luz que ora cruzam o espaço sem interrupções, ora sofrem inflexões ao atravessar prismas. Nessa fase, que se estende dos anos de 1960 em diante, dedicou-se ao cinetismo virtual, modalidade que atraiu toda uma geração de artistas latino-americanos.

Como aconteceu aos demais concretistas, sua obra permaneceu primeiramente e em grande parte com familiares e amigos. Progressivamente seu trabalho passou a integrar prestigiosas coleções particulares e o acervo de renomadas instituições nacionais e internacionais, tais como: MAM SP, RJ e BA; Pinacoteca do Estado de São Paulo, MAC – Museu de Arte Contemporânea de São Paulo, Fundação Nemrovsky, Museu de Arte da Pampulha (BH), Museu de Arte Fundação Regional do Nordeste, Campina Grande (PB), MFAH- Museum of Fine Arts Houston, Texas (EUA), Museu Charoux, Viena (Áustria),Coleção Cisneros, (Vezenuela) e Museu de Arte Contemporânea de Skopje (Macedônia).

★ trecho retirado do site:
http://www.lotharcharoux.com.br
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