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20111228

QUANTAS VOLTAS?




Rede de malha jangada de vela içada no ar
Quem não se arrisca não joga a isca
Atividade no mar
Quantas voltas dá meu mundo
Sei lá
Pasto na relva madeira de selva coberta de flor
Seja silvestre preste ou não preste
Atrai de longe o amor
Quantas voltas dá meu mundo
Sei lá
Chega domingo ninguém na igreja não tem oração
Tudo que é santo vive de encanto
Acorde a fé irmão
Quantas voltas dá meu mundo
Sei lá
Noite de lua viola na rua pra vida esquecer
Canto aberto verso incerto
A noite o amanhecer
Quantas voltas dá meu mundo
Sei lá
Jeito brejeiro retrato inteiro da população
Vida sem rumo mas em resumo
Amor no coração
Quantas voltas dá meu mundo
Sei lá
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20111216

TEU PRIVILÉGIO

via: a. r. nery

Nos momentos difíceis, - naturais no caminho de todos, - não desperdices o tesouro das horas com desesperação e abatimento. Recorda o privilégio que recebeste da vida, - o privilégio de ajudar. É possível que nuvens de desenganos te hajam caído na estrada por aguaceiro de fel; isso, porém, não te impede levar algum consolo aos que vegetam em catres de sofrimento e que não tiveram no curso de muitos anos nem mesmo o mais leve sopro de qualquer esperança.

Falas de empeços domésticos que te barram a caminhada para a meta de determinados desejos; nada, todavia, te impossibilita a condução de apoio, ainda que mínimo,àqueles companheiros outros que suspiram por liberdade, nos impedimentos das prisões e dos hospitais.

Referes-te à preocupações que te esbraseiam o cérebro para responder com eficiência aos desafios do mundo; desfrutas, entretanto, a bênção de poder amparar as criaturas irmãs que perderam, temporariamente, o equilíbrio mental, segregadas nos manicômios.

Reporta-te a desastres afetivos que te deixaram em lágrimas de saudade; mais possuis a faculdade de frustrar a solidão ofertando presença e conforto aos irmãos que atravessam a romagem terrena, em extremada penúria, suplicando migalha de reconforto. Não te abandones ao pessimismo, quando trazes contigo o dom de construir e recuperar.

Quando tantos companheiros da Humanidade se vêm impedidos de caminhar para a solução dos problemas que lhe são próprios, considera a tua prerrogativa de caminhar para socorrê-los. E, se te vês em carência de amor ou alegria, exerce, para logo, o teu privilégio de compreender e auxiliar.

Quem sustenta, é sustentado.
Quem serve, é servido.
Quem dá, recebe. Essa é a Lei.

Emmanuel
Extraída do livro Mãos Unidas.
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
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20111215

VIVER EM CONJUNTO

via: a. r. nery



A ciência mais difícil que até hoje encontramos foi a de viver em conjunto, e o mais interessante é que precisamos desse intercâmbio para viver. A lei nos condicionou a essas necessidades biológicas e espirituais. A própria vida perde o sentido se nos isolarmos das criaturas. Elas têm algo que não possuímos e nós doamos a elas certos estímulos que a natureza lhes negou.  Vemos nisto a presença de Deus,  levando-nos ao amor de uns para com os outros.  E assim aprendemos a amar por Amor.

A sociedade cada vez mais se aprimora, desde quando seus membros passam a se respeitar mutuamente, entrosando as qualidades e desfrutando da fraternidade na convivência. A sociedade é, pois, a flor do aprimoramento humano. No entanto, essa sociedade não pode existir sem o lar. Ela se desarmoniza se deixar de existir a família, que é o sustentáculo da harmonia  que pode ser desfrutada pelos homens, em todos os rumos dos seus objetivos.

Se queres paz em teu lar, começa a respeitar os direitos dos que convivem contigo. Se romperes a linha divisória dos direitos alheios, afrontarás a tua própria paz. Quem somente impõe suas idéias, passa a ser  joguete dos pensamentos dos outros, às vezes, sem perceber. Estuda a natureza humana, pelos livros e pela observação, que a experiência te dirá os caminhos a tomar e a conduta a ser seguida.

Vê como falas a quem te ouve e como ouves a quem te fala e, neste auto-aprendizado,  as lições serão guardadas em lugares de que a vida sabe cuidar. Não gastes teu tempo em palavras  que desagradam, nem em horas de silêncio que desapontam. Procura usar as oportunidades no bom senso que equilibra a alma. Procura conversar com os outros na altura  que eles já atingiram. Isso não é disfarce,  é respeito às sensibilidades, é sentir-te  irmão de todos em todas as faixas da vida.

Ao encontrares uma criança, não passas a ser outra para que ela te entenda? Assim deves fazer nas dimensões da vida humana em que te encontras. A felicidade depende da compreensão, que gera Caridade, que gera Amor. Conviver com os outros é, realmente, uma grande ciência, é a ciência da vida.

Fomos feitos para viver em sociedade. Se recusarmos, atrofiamo-nos e disso temos provas observando as plantas  que frutificam mais em conjunto;  as pedras, que dão mais segurança quando amontoadas, e os animais, que sempre  andam em convivência. Tudo se une para a maior grandeza da criação.

Essas lições não são somente para os encarnados. Os espíritos, na erraticidade, igualmente obedecem a essa grande regra de viver bem. Nós nos unimos em todas as faixas a que pertencemos, no entusiasmo do bem, que nos dá a vida.  Aprendamos, pois, a conviver, a entender e  respeitar os nossos irmãos que trabalham  e vivem conosco, que tudo passará a ser, para nós,  motivo de felicidade, onde enxergaremos somente o Amor.

Contrariar as leis que nos congregam é desagregar a nossa própria paz. E para aprender a viver bem com os outros,  necessário se faz que nos eduquemos  em todos os sentidos, que nos aprimoremos em todas as virtudes. Sem esse trabalho interior,  será difícil alcançar a paz imperturbável  no reino do coração.

pelo espírito de Lancellin
psicografia João Nunes Maia
do Livro Cirurgia Moral
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20111213

#CONTRATEMPOS

‎"A vida em certo sentido, é uma constante batalha contra os impasses. Enquanto estivermos vivos e continuarmos a desafiar a nós mesmos, estaremos destinados a nos aproximar de difícieis obstáculos que bloqueiam nosso caminho. Se a vida fosse sempre uma navegação tranquila e se nunca tivéssemos contratemos, isso seria um sinal de estagnação"

Daisaku Ikeda
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20111212

RECLAMAR MENOS

via: a. r. nery

“Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; 
porque esta é a lei e os profetas" - Jesus (Mateus, 7:12). Emmanuel


Para extinguir a cultura do ódio nas áreas do mundo, imaginemos como seria melhor a vida na terra se todos cumpríssemos fielmente o compromisso de reclamar menos.

Quantas vezes nos maltratamos, reciprocamente, tão só por exigir que se realize, de certa forma, aquilo que os outros só conseguem fazer de outra maneira! De atritos mínimos, então partimos para atitudes extremas. Nessas circunstâncias, costumamos recusar atenção e cortesia até mesmo àqueles a quem mais devemos consideração e amor; implantamos a animosidade onde a harmonia reinava antes; instalamos o pessimismo com a formulação de queixa desnecessária ou criamos obstáculos onde as grandes realizações poderiam ter sido tão fáceis. Tudo porque não desistimos de reclamar, - na maioria das ocasiões, - por simples bagatelas.

De modo geral, as reivindicações e desinteligências reportam, mais freqüentemente, entre aqueles que a Sabedoria Divina reuniu com os mais altos objetivos na edificação do bem, seja no círculo doméstico, seja no grupo de serviço ou de ideal. Por isso mesmo, os conflitos e reprovações aparecem quase sempre no mundo, nas faixas de ação a que somos levados para ajudar e compreender. Censuras entre esposo e esposa, pais e filhos, irmãos e amigos. De pequenas brechas se desenvolvem os desastres morais que comprometem a vida comunitária desentendimentos, rixas, perturbações e acusações.

Dediquemos à solução do problema as nossas melhores forças, buscando esquecer-nos, de modo a sermos mais úteis aos que nos cercam, e estejamos convencidos de que a segurança e o êxito de quaisquer receitas de progresso e elevação solicitam de nós a justa fidelidade ao programa que a vida estabelece em toda parte, a favor de nós todos: reclamar menos e servir mais.

Livro: Segue-me. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
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20111208

PEDRAS

via: a. r. nery

As dificuldades de qualquer natureza são sempre pedras simbólicas, asfixiando-nos as melhores esperanças do dia, do ideal, do trabalho ou do destino, que recebemos na glória do tempo.

É necessário saber tratá-las com prudência, serenidade e sabedoria.

Há diversos modos de considerar os obstáculos, removendo-os ou aproveitando-os.
O preguiçoso recebe os calhaus da luta e estende-se no caminho, sucumbido ao seu peso. É o espírito desanimado, indolente e enfermiço.

O desesperado, em se sentindo sob os granizos da sorte, confia-se à intemperança mental e atira-os ao viandante inocente ou à porta de companheiros inofensivos. É o espírito indisciplinado, renitente e impulsivo, que sabe apenas ferir o próximo ou denegri-lo com atitudes impensadas ou levianas.

O homem inteligente, todavia, recebe as pedras da experiência e, ainda mesmo sangrando as mãos ou o coração, recolhe-as, cuidadoso, valendo-se delas para a confecção de utilidades ou para a construção de edifícios consagrados ao agasalho, ao reconforto ou à benemerência, em favor dele mesmo, e de quantos ao acompanham na marcha evolutiva.

Ninguém passará ileso nos caminhos do mundo.

As pedras da incompreensão e da dor, no ambiente comum da existência carnal, chovem sobre todos.
Do entendimento e da conduta de cada um dependerão a felicidade ou o infortúnio, na laboriosa romagem terrestre.

Emmanuel
Livro: “Vida em Vida” Psicografia: “Francisco Cândido Xavier” Espíritos Diversos
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20110912

FALA EM PAZ


Justo lembrar: a voz humana está carregada de vibrações.
Esforça-te por evitar os gritos intempestivos e inoportunos.
Uma exclamação tonitruante equivale a uma pedrada mental.
Se alguém te dirige a palavra em tom muito alto, 
faze-lhe o obséquio de responder em tom mais baixo.
Os nervos dos outros são iguais aos teus: desequilibram-se facilmente.
Discussão sem proveito é desperdício de forças.
Não te digas sofrendo esgotamento e fadiga para poder lançar frases tempestuosas e ofensivas; 
aqueles que se encontram realmente cansados procuram repouso e silêncio.
Se te sentes à beira da irritação, estás doente e o doente exige remédio.
Barulho verbal apenas complica.
Pensa nisso: a tua voz é o teu retrato sonoro.


(De "Calma", de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel) 

20110907

MINHA ROSA DO JARDIM


Oh minha Virgem Mãe
Vós que me fizeste assim
Minha Flor, minha esperança
Minha Rosa do jardim

Este perfume de Rosa
Este cheiro de jasmim
Minha flor, minha esperança
Minha Rosa do jardim

Vou zelando este Presente
Que mandastes para mim
Minha flor, minha esperança
Minha Rosa do jardim

Eu estou neste jardim
Desta Flor Imperial
Esta flor, minha linda flor
Do Reinado do Astral...

(Minha Rosa do Jardim - Padrinho Alfredo)
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PERDÃO NA INTIMIDADE


Quando nos referimos a perdão, habitualmente mentalizamos o quadro clássico em que nos vemos à frente de supostos adversários, distribuindo magnanimidade e benemerência, qual se pudéssemos viver sem a tolerância alheia.

O assunto, porém, se espraia em ângulos diversos, notadamente naqueles que se reportam ao cotidiano.
Se não soubermos desculpar as faltas dos seres que amamos, e se não pudermos ser desculpados pelos erros que cometemos diante deles, a existência em comum seria francamente impraticável, porquanto irritações e azedumes devidamente somados atingiram quotas suficientes para infligir a desencarnação prematura a qualquer pessoa.

Precisamos muito mais do perdão, dentro de casa, que na arena social, e muito mais de apoio recíproco no ambiente em que somos chamados a servir, que nas avenidas rumorosas do mundo.
Em auxílio a nós mesmos, todos necessitamos cultivar compreensão e apoio construtivo, no amparo sistemático a familiares e vizinhos, chefes e subalternos, clientes e associados, respeito constante a vida particular dos amigos íntimos, tolerância para os entes amados, com paciência e olvido diante de quaisquer ofensas que assaltem os corações. Nada de aguardamos sucessos calamitosos, dores públicas e humilhações na praça, a fim de aparecermos na posição de atores da benevolência dramatizada, apesar de nossa obrigação de fazer o bem e esquecer o mal, seja onde for.

Aprendamos a desculpar - mas a desculpar sinceramente, de coração e memória -, todas as alfinetadas e contratempos, aborrecimentos e desgostos, no círculo estreito de nossas relações pessoais, exercitando-nos em bondade real para ser realmente bons. Tão somente assim, lograremos praticar o perdão que Jesus nos ensinou. E se o Mestre nos ensinou perdoar setenta vezes sete aos nossos inimigos, quantas vezes deveremos perdoar aos amigos que nos entretecem a alegria de viver? Decerto que o Senhor se fez omisso na questão porque tanto de nossos companheiros necessitam de nós, quanto nós necessitamos deles, e, por isso mesmo, de corações entrelaçados no caminho da vida, é imprescindível reconhecer que, entre os verdadeiros amigos, qualquer ocorrência será motivo para aprendermos, com segurança, a abençoar e entender, amar e auxiliar.

Livro: Alma e Coração. 
Espírito Emmanuel
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

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